FMGD NEWS
FMGD NEWS — 30 de outubro de 2026
Publicado às segundas, quartas e sextas-feiras, às 7h, exceto feriados.
Leilões de baterias podem ser remarcados se a lei mudar; Open Energy aprovado; Fio B da GD sobe para 75% em janeiro; leilão de transmissão de R$ 8,9 bilhões nesta sexta; dólar PTAX a R$ 5,37
Edição de 29 e 30 de outubro: o diretor-geral da ANEEL avisou que os leilões de baterias de dezembro terão de ser remarcados se a lei sobre quem paga o custo mudar antes do certame, e a ABSOLAR defendeu na reunião que os geradores solares deixem de pagar esse encargo; a Absae vê 56 GW de margem de conexão para baterias. A ANEEL aprovou o Open Energy e cortou de 180 para 90 dias o prazo de migração ao mercado livre para parte da média tensão. Em janeiro de 2027, a cobrança do Fio B sobre a energia compensada pela geração distribuída da transição sobe de 60% para 75%. Nesta sexta (30) a ANEEL faz na B3 o Leilão de Transmissão nº 4/2026, de R$ 8,9 bilhões, e o MME abriu consulta sobre o leilão dos sistemas isolados de 2027. No pulso de custos, a PTAX fechou a R$ 5,3744 em 29/10.
Fontes verificadas
Destaque do dia
Leilões de baterias podem ser remarcados se a lei sobre quem paga mudar antes de dezembro
Diretor-geral da ANEEL diz que o edital teria de ser republicado; ABSOLAR apoia o projeto que tira o custo dos geradores solares e eólicos.
Palavra do Presidente

Em janeiro, quem entrou na geração distribuída depois de 2022 passa a pagar 75% do Fio B sobre a energia compensada. Não é aumento de 75% na conta, mas é mais um degrau, e quem planeja um sistema ou uma ampliação precisa fazer a conta com o número de 2027, não com o de hoje. Na mesma semana, a ANEEL avisou que os leilões de baterias podem mudar de data se o Congresso alterar quem paga por eles. A FMGD vai seguir as duas frentes: cobrar previsibilidade no calendário dos leilões e orientar os associados sobre o efeito do novo degrau do Fio B em cada caso.
Jomar Britto
Presidente da FMGD
Representantes do Conselho Consultivo
Articulação nacional
Nota editorial
Esta edição cobre 29 e 30 de outubro de 2026 e traz seis cards. Os cards sobre o Open Energy e sobre os leilões de baterias tratam de decisões e falas da reunião da ANEEL de 27 de outubro que foram noticiadas depois da edição anterior. Fontes substituídas: a página de notícias da ANEEL abriu só com o aviso de carregamento, sem a lista de notícias, e não foi localizada nota oficial da agência sobre o Open Energy; os dados vêm do Canal Solar. O texto da Lei 14.300 no portal do Planalto não abriu (acesso bloqueado), e as páginas do LegJur e do JusBrasil também recusaram o acesso; o cronograma do Fio B vem da reprodução do artigo 27 publicada pelo Canal Solar e da Agência GBC. O site do INEL não abriu (erro 503). O Movimento Solar Livre publicou texto de análise sobre o custo das baterias, sem fato novo além dos já citados. A página temática de energia solar da CNN Brasil não tinha matéria nova sobre geração distribuída na janela; não foram conferidas as páginas do g1 e do R7 (limite de acesso). A PTAX de 30/10 sai por volta das 13h, depois desta edição, e não houve relatório novo da OPIS sobre módulos noticiado na janela. Nada nesta edição altera a Lei 14.300.
Leitura rápida
- Leilões de baterias de 2 e 4/12 podem ser remarcados se a lei sobre quem paga mudar antes, diz o diretor-geral da ANEEL
- ANEEL aprova o Open Energy e reduz de 180 para 90 dias a migração ao mercado livre para os subgrupos AS e A4, segundo o Canal Solar
- Fio B sobre a energia compensada da GD da transição sobe de 60% para 75% em janeiro de 2027
- Leilão de Transmissão nº 4/2026, de R$ 8,9 bilhões e 1.866 km de linhas, acontece nesta sexta (30) na B3
- MME abre consulta, até 17/11, sobre o leilão dos sistemas isolados de 2027, com ao menos 30% de energia renovável
- Dólar PTAX fecha a R$ 5,3420 em 28/10 e a R$ 5,3744 em 29/10; módulo TOPCon na última referência da OPIS, de 20/10: US$ 0,107/W
Conteúdo editorial do dia
Leilões de baterias podem ser remarcados se a lei sobre quem paga mudar antes de dezembro, avisa o diretor-geral da ANEEL
- Fato
- Segundo a Agência iNFRA (28 de outubro de 2026, atualizada em 29), o diretor-geral da ANEEL, Sandoval Feitosa, disse na reunião que aprovou os editais dos leilões de baterias, na terça (27), que uma mudança na lei antes do leilão obrigaria a republicar o edital e remarcar a sessão. Se a mudança vier depois do leilão, seria preciso um dispositivo legal para tratar dos contratos já fechados. Segundo a reportagem, ele afirmou que "a ANEEL vai cumprir a lei" em qualquer cenário. Os leilões estão marcados para 2 e 4 de dezembro.
- O projeto em jogo
- Segundo a Agência iNFRA, o PL 3.716/2026, do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que faria os consumidores pagarem o encargo das baterias, teve a urgência aprovada e aguarda a designação de relator pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Fontes ouvidas pela agência dizem que o governo deve apoiar o projeto.
- O que a ABSOLAR defendeu
- Segundo a própria ABSOLAR, sua gerente técnico-regulatória, Isabella Sene, fez sustentação oral na reunião pedindo que os editais não prevejam o pagamento do encargo pelos geradores centralizados, em especial os solares; a ANEEL não acolheu o pedido. A entidade apoia o PL 3.716/2026 e disse que a aprovação do projeto poderia adiar os leilões, porque os documentos teriam de ser adequados. A ABSOLAR é parte interessada no tema.
- Margem de conexão
- Segundo a pv magazine Brasil (28 de outubro), a Absae, associação das empresas de armazenamento, estima cerca de 56 GW de margem de conexão para baterias, de 5 a 12 vezes a necessidade estimada de 4,5 GW a 10 GW para 2028 a 2030, com base em nota técnica do ONS e da EPE. A entidade considera os preços-teto alinhados às expectativas do mercado. É estimativa de associação do setor, não dado oficial.
- Por que importa para quem gera
- Os leilões contratam baterias de grande porte, não sistemas de geração distribuída. Mas quem paga o encargo, gerador ou consumidor, chega à tarifa de todos, inclusive de quem tem geração distribuída. Esta é a leitura da FMGD.
- Limite da verificação
- A página de notícias da ANEEL não abriu a lista na apuração; as falas do diretor-geral vêm da Agência iNFRA e, de forma indireta, do texto da ABSOLAR, que concordam no sentido: a agência vai adequar os editais se a lei mudar.
Muito alta — calendário dos primeiros leilões de armazenamento e definição de quem paga
- Fonte: Agência iNFRA — ANEEL aprova leilão de baterias, mas mudança em lei pode adiar certame
- Fonte: ABSOLAR — ABSOLAR defende revisão do custeio da reserva de capacidade e acompanha avanço dos leilões de baterias
- Fonte: pv magazine Brasil — Absae vê margem de conexão de 56 GW para leilões de baterias
Fio B da geração distribuída da transição sobe de 60% para 75% em janeiro de 2027
- Fato
- Pelo artigo 27 da Lei 14.300/2022, reproduzido pelo Canal Solar, as unidades do sistema de compensação que não estão protegidas pelo artigo 26 pagam, sobre a energia compensada, um percentual crescente das parcelas da tarifa que remuneram a rede de distribuição (o chamado Fio B): 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028. A partir de 2029 vale a regra do artigo 17, que depende de regulamentação da ANEEL.
- A quem se aplica
- Segundo o Canal Solar, o escalonamento vale para quem pediu a conexão a partir de 7 de janeiro de 2023. Segundo a Agência GBC (29 de outubro de 2026), as unidades enquadradas no artigo 26 podem manter as regras anteriores de compensação até 31 de dezembro de 2045, desde que cumpram os requisitos, e o efeito depende da data do pedido de acesso e da modalidade.
- O que não significa
- Segundo a Agência GBC, 75% não é um aumento de 75% na conta: o percentual incide só sobre parte dos componentes da tarifa aplicados à energia compensada. No exemplo hipotético da agência, uma casa que compensa 300 kWh por mês, com componente de R$ 0,20 por kWh, pagaria R$ 45 em vez de R$ 36 nesse item.
- Por que importa para quem gera
- Quem está planejando um sistema novo ou uma ampliação deve fazer a conta do retorno com o percentual de 2027 e de 2028, e não com o de 2026. Quem tem dúvida sobre o próprio enquadramento pode consultar a distribuidora. Esta é a leitura da FMGD.
- Limite da verificação
- O texto oficial da Lei 14.300 no portal do Planalto não abriu na apuração (acesso bloqueado), e outros dois sites de legislação recusaram o acesso; o cronograma vem da reprodução do artigo 27 pelo Canal Solar e da Agência GBC, que concordam nos percentuais. Não é decisão nova: é a etapa já prevista em lei que entra em vigor em janeiro.
Muito alta — afeta diretamente a conta de quem tem geração distribuída conectada pela regra de transição
ANEEL aprova o Open Energy e reduz de 180 para 90 dias o prazo de migração ao mercado livre para os subgrupos AS e A4
- Fato
- Segundo o Canal Solar (28 de outubro de 2026), a ANEEL aprovou na terça (27) novas regras para simplificar a migração ao mercado livre: institui o Open Energy, reduz o prazo de migração e cria medidas para ampliar a concorrência entre comercializadores. Nesta etapa, valem para consumidores de média e alta tensão; a abertura para a baixa tensão será tratada em outro processo da Agenda Regulatória 2026-2027.
- Prazos
- Segundo o Canal Solar, o prazo regular de migração cai de 180 para 90 dias para as unidades dos subgrupos AS e A4 no modelo simplificado; para as demais, seguem 180 dias. Em até 12 meses após a publicação da norma devem estar disponíveis uma página sobre o Open Energy, o acesso padronizado aos dados e uma plataforma de comparação de produtos e preços; as interfaces de compartilhamento de dados, sempre com consentimento prévio, têm até 24 meses.
- Concorrência
- Segundo o Canal Solar, fica proibido, a partir da publicação da norma, novo compartilhamento de infraestrutura e de pessoal entre distribuidoras e empresas do mesmo grupo, e há 180 dias para as regras de marca e comunicação. A Consulta Pública nº 7/2025, que originou a norma, recebeu 1.515 contribuições de 71 participantes.
- Por que importa para quem gera
- Empresas de média tensão que hoje avaliam geração distribuída ou mercado livre ganham uma opção mais rápida de comparação. A escolha entre as duas saídas depende do perfil de consumo de cada unidade. Esta é a leitura da FMGD.
- Limite da verificação
- A página de notícias da ANEEL não abriu a lista na apuração e não foi localizada nota oficial da agência; os dados vêm do Canal Solar. O número da resolução e a data de publicação no Diário Oficial não foram informados.
Alta — muda o acesso ao mercado livre para consumidores de média tensão
Leilão de Transmissão nº 4/2026, de R$ 8,9 bilhões, acontece nesta sexta (30) na B3
- Fato
- Segundo o Ministério de Minas e Energia (29 de outubro de 2026), o Leilão de Transmissão nº 4/2026-ANEEL acontece nesta sexta-feira (30), às 10h, na B3, em São Paulo, com R$ 8,9 bilhões em investimentos previstos, 1.866 km de novas linhas e seccionamentos e 483 km de linhas existentes que seguem em operação, na Bahia, em Goiás, no Mato Grosso do Sul, na Paraíba, no Paraná, em Rondônia e em São Paulo.
- Prazos e empregos
- Segundo o MME, as concessões são de 30 anos, com entrada em operação de 42 a 60 meses após a assinatura dos contratos, e a estimativa é de cerca de 20,3 mil empregos durante as obras. O maior projeto, que liga Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, soma R$ 4,113 bilhões.
- Por que importa para quem gera
- Falta de rede é uma das causas dos cortes de geração renovável. Mais transmissão ajuda a escoar a energia, mas as obras levam de três anos e meio a cinco anos. Esta é a leitura da FMGD.
- Limite da verificação
- O resultado do leilão sai depois da hora desta edição.
Alta — expansão da rede que escoa a geração renovável
MME abre consulta, até 17 de novembro, sobre o leilão dos sistemas isolados de 2027, com ao menos 30% de energia renovável
- Fato
- Segundo o Ministério de Minas e Energia (29 de outubro de 2026), está aberta até 17 de novembro a consulta pública sobre a minuta de portaria com as diretrizes do leilão dos sistemas isolados de 2027. A proposta inicial exige participação mínima de 30% de energia de fontes renováveis e prevê a possibilidade de incorporar armazenamento.
- O que está em jogo
- Segundo o MME, são oito lotes, cerca de 123,66 MW, em 31 localidades do Amazonas, do Pará, de Roraima, de Rondônia e do Acre, com cerca de 482,7 mil habitantes. Os prazos de suprimento são definidos por localidade, de até 180 meses. A minuta também admite ativos de geração usados, com laudo técnico independente.
- Como contribuir
- Segundo o MME, as contribuições vão pelo Portal de Consultas Públicas do ministério e pela plataforma Brasil Participativo. A base técnica é a Nota Técnica nº 16/2026/CGSI/DTE/SNTEP e um informe técnico da EPE.
- Por que importa para quem gera
- A exigência de renováveis e a abertura ao armazenamento são espaço para solar com baterias em lugares hoje abastecidos por diesel. A página do MME não cita a fonte solar nominalmente. Esta é a leitura da FMGD.
Alta — renováveis e armazenamento no abastecimento das localidades fora do sistema interligado
Pulso de custos: dólar PTAX fecha a R$ 5,3420 em 28/10 e a R$ 5,3744 em 29/10; módulo TOPCon segue na última referência, US$ 0,107/W
- Câmbio
- Segundo o Banco Central, a PTAX de venda fechou a R$ 5,3420 em 28 de outubro e a R$ 5,3744 em 29 de outubro de 2026, depois de R$ 5,3346 em 27/10. A alta de 29/10 sobre 27/10 é de cerca de 0,7%. A PTAX de 30/10 sai depois desta edição.
- Módulos
- Não houve relatório novo da OPIS sobre módulos noticiado na janela. A última referência verificada é a do relatório de 20 de outubro de 2026, noticiado pela pv magazine Brasil em 23/10: o Chinese Module Marker, para módulos TOPCon, ficou estável em US$ 0,107/W FOB China pela segunda semana seguida.
- Por que importa para quem gera
- O dólar perto de R$ 5,37 mantém o equipamento importado mais caro do que antes do segundo turno, mas o preço final de um sistema depende de estoque, frete, tributos e negociação. Esta é a leitura da FMGD.
Alta — câmbio e preço de módulos definem o custo dos sistemas
Agenda regulatória
- 30/10Leilão de Transmissão nº 4/2026-ANEEL, às 10h, na B3.
- 03/11Fim do prazo de contribuições da Tomada de Subsídios nº 42/2026 da ANEEL, sobre a contabilidade do setor elétrico na reforma tributária.
- 17/11Fim do prazo de contribuições da consulta do MME sobre o leilão dos sistemas isolados de 2027.
- 20/11Fim do prazo de contribuições da tomada de subsídios sobre o orçamento da CDE de 2027 e o Encargo de Complemento de Recursos.
- 22/11Fim do prazo de contribuições da consulta do MME sobre a recarga de veículos elétricos e sua integração às redes.
- 02/12Leilão de baterias com exigência de conteúdo nacional; o segundo, sem essa exigência, está marcado para 4/12. As datas podem mudar se a lei sobre quem paga for alterada antes.
- 14/12Fim do prazo de contribuições da consulta da ANEEL sobre o fim dos descontos na TUST e na TUSD para novas migrações ao mercado livre, segundo a pv magazine Brasil.
- 01/01Fio B sobre a energia compensada da geração distribuída da transição passa de 60% para 75%, pela Lei 14.300.
Síntese do dia
“Os leilões de baterias têm editais aprovados, mas a data pode mudar se o Congresso alterar quem paga por eles. Em janeiro, a geração distribuída da transição sobe mais um degrau no Fio B, de 60% para 75%. A ANEEL abriu caminho para a migração mais rápida ao mercado livre na média tensão, e o governo leiloa nesta sexta R$ 8,9 bilhões em transmissão.”
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Edição pública atualizada em 30/10/2026.




