FMGD NEWS
FMGD NEWS — 26 de outubro de 2026
Publicado às segundas, quartas e sextas-feiras, às 7h, exceto feriados.
ANEEL decide editais dos leilões de baterias na terça; Órigo para de construir usinas de GD; MME abre consulta sobre recarga de carros elétricos na rede; dólar PTAX a R$ 5,0377
Edição enxuta de 24 a 26 de outubro, com fatos de 23 de outubro que saíram depois da edição anterior: a diretoria da ANEEL analisa nesta terça (27), às 16h, os editais dos dois leilões de baterias, e ONS e EPE publicaram em 22 de outubro a revisão 5 dos requisitos técnicos de conexão dessas baterias; a Órigo Energia, de geração distribuída compartilhada, parou de construir usinas; o MME abriu consulta até 22 de novembro sobre a recarga de veículos elétricos nas redes de distribuição; e a irradiação de setembro ficou de 20% a 24% abaixo da média no Sudeste, segundo a Solcast. O pulso de custos traz a PTAX de 23 de outubro (R$ 5,0377) e o módulo TOPCon a US$ 0,107/W segundo a OPIS.
Fontes verificadas
Destaque do dia
ANEEL analisa na terça os editais dos leilões de baterias, e ONS e EPE revisam os requisitos de conexão
Reunião extraordinária de 27 de outubro, às 16h, trata dos certames de 2 e 4 de dezembro; a revisão 5 da nota técnica, de 22 de outubro, aceita modelos no formato ORGANON.
Palavra do Presidente

Duas notícias desta edição conversam entre si. De um lado, o país prepara os primeiros leilões de baterias, e a ANEEL decide os editais nesta terça. De outro, uma das maiores empresas de geração distribuída compartilhada diz que parou de construir usinas, com juros altos e atraso de conexão nas distribuidoras. Armazenamento é o caminho para dar mais valor à energia do sol, mas ele não pode chegar só pela porta das grandes usinas, enquanto quem investiu na geração distribuída espera meses por uma ligação. A FMGD vai acompanhar a reunião de terça e seguir cobrando prazo de conexão e regra estável para quem gera a própria energia.
Jomar Britto
Presidente da FMGD
Representantes do Conselho Consultivo
Articulação nacional
Nota editorial
Esta edição cobre de 24 a 26 de outubro de 2026 e sai enxuta, com cinco cards: o fim de semana teve pouca novidade verificável sobre geração distribuída. Por isso ela traz também fatos de 23 de outubro publicados depois da edição anterior, que não tinham entrado em nenhuma edição. A pauta da reunião extraordinária da ANEEL de 27 de outubro vem da Agência iNFRA e da Agência Cenário Energia: a página de reuniões públicas da ANEEL abriu só com o menu, sem a pauta, e a página de notícias da agência não carregou a lista. A revisão 5 da nota técnica de requisitos das baterias foi lida no documento oficial do ONS e conferida na página do leilão na EPE. O texto do MME sobre a consulta de recarga de veículos elétricos foi lido no portal do ministério. A decisão da Órigo vem de entrevista do presidente da empresa ao Canal Solar; não foi localizado comunicado da companhia. ABSOLAR e Movimento Solar Livre não publicaram notícia nova na janela; o site do INEL não abriu (erro 503). Na página temática de energia solar da CNN Brasil não havia matéria de 23 a 26 de outubro, e a busca não encontrou reportagem de TV sobre o tema na janela. Não foram conferidas as páginas do g1 e do R7 (limite de acesso). Sábado e domingo não têm PTAX, e a de 26/10 sai por volta das 13h, depois desta edição; não houve relatório novo da OPIS sobre módulos na janela, e o card de custos repete a última referência com a data dela. Nada nesta edição altera a Lei 14.300.
Leitura rápida
- ANEEL analisa os editais dos leilões de baterias em reunião extraordinária na terça (27), às 16h
- ONS e EPE publicam em 22/10 a revisão 5 dos requisitos técnicos de conexão das baterias do leilão
- Órigo Energia, de GD compartilhada, para de construir usinas e cita juros e atraso de conexão
- MME recebe até 22/11 contribuições sobre a recarga de veículos elétricos nas redes de distribuição
- Irradiação de setembro fica de 20% a 24% abaixo da média no Sudeste, segundo a Solcast
- Dólar PTAX fecha 23/10 em R$ 5,0377; módulo TOPCon segue a US$ 0,107/W FOB China (OPIS, 20/10)
Conteúdo editorial do dia
ANEEL analisa nesta terça os editais dos leilões de baterias, e ONS e EPE publicam a revisão 5 dos requisitos de conexão
- Fato
- Segundo a Agência iNFRA e a Agência Cenário Energia (ambas em 23 de outubro de 2026), a diretoria da ANEEL marcou reunião pública extraordinária para terça-feira, 27 de outubro, às 16h, para analisar os editais dos dois leilões de reserva de capacidade na forma de armazenamento: o de 2 de dezembro, exclusivo para conteúdo nacional, e o de 4 de dezembro, de caráter geral. O relator é o diretor Gentil Nogueira. Segundo a Agência iNFRA, os leilões visam "disponibilizar potência ao sistema a partir de 2028".
- Outro item da pauta
- Segundo as duas reportagens, a mesma reunião terá a apresentação do voto-vista do diretor Willamy Frota sobre o uso da marca comercial da distribuidora por comercializadoras do mesmo grupo econômico no mercado livre de energia.
- Requisitos revisados
- Em 22 de outubro, segundo a página do leilão na EPE, ONS e EPE publicaram a revisão 5 da Nota Técnica conjunta NT-ONS DPL 0111/2025 / EPE-DEE-NT-095/2025, que fixa os requisitos técnicos mínimos para a conexão de sistemas de armazenamento por baterias. O quadro de revisões do documento registra "revisões pontuais, visando maior clareza em descrição de requisitos, bem como ampliando alternativas de fornecimento de modelos": os modelos podem ser enviados no formato ORGANON, além do ANATEM, e o item 4.3.5 recebeu aprimoramentos textuais sobre a potência base do requisito.
- Formador de rede
- Segundo a nota técnica, a bateria deve ser concebida para operar em duas estratégias de controle selecionáveis pelo ONS: como formador de rede (grid forming), equivalente a uma fonte de tensão controlada, e como seguidor de rede (grid following), equivalente a uma fonte de corrente. A Agência Cenário Energia escreveu que a operação em grid forming passa a ser obrigatória; no documento, o que se exige é a capacidade de operar nesse modo, a critério do ONS.
- Por que importa para quem gera
- Os leilões contratam potência de baterias ligadas à rede básica, não sistemas de geração distribuída. Mas são a primeira contratação de armazenamento em escala no Brasil e, junto com os cortes de geração solar, definem quanto valor a energia do meio do dia terá no sistema. Esta é a leitura da FMGD.
- Limite da verificação
- A página de reuniões públicas da ANEEL abriu sem a pauta, e a de notícias não carregou a lista; a data, o horário e os itens vêm das duas reportagens citadas, que concordam entre si. O resultado da votação e o texto final dos editais só serão conhecidos depois da reunião.
Muito alta — primeiros leilões de armazenamento do país e regra técnica que os projetos terão de cumprir
- Fonte: ONS e EPE — NT-ONS DPL 0111/2025 / EPE-DEE-NT-095/2025, revisão 5: requisitos técnicos mínimos para conexão de baterias
- Fonte: EPE — Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência – Armazenamento 2026
- Fonte: Agência iNFRA — ANEEL marca reunião extraordinária para discutir leilão de baterias
- Fonte: Agência Cenário Energia — ANEEL pauta editais dos leilões de baterias e voto-vista sobre marca no mercado livre
Órigo Energia, de geração distribuída compartilhada, para de construir usinas e cita juros altos e atraso de conexão
- Fato
- Segundo o Canal Solar (23/10), a Órigo Energia suspendeu os investimentos na construção de novas usinas solares e passou a concentrar o crescimento em eficiência operacional, digitalização e novos produtos para consumidores. "Nós realmente paramos de construir", disse ao veículo o presidente da empresa, Aurélio Bustilho.
- Os números
- Segundo a reportagem, a empresa tem cerca de 830 MWp instalados em cerca de 430 usinas em 14 estados e atende cerca de 115 mil unidades consumidoras, 70% residenciais e 30% pequenos negócios e indústrias. A equipe caiu de cerca de 1.500 para menos de 500 pessoas, incluindo quase 800 vendedores que atuavam porta a porta, e três sedes foram fechadas.
- Os motivos apontados
- Segundo o Canal Solar, Bustilho atribuiu a decisão aos juros ("Com o Brasil com a taxa de juros do jeito que está, não faz muito sentido"), à concorrência maior na geração distribuída compartilhada, ao custo alto de aquisição de clientes no porta a porta e a atrasos das distribuidoras na conexão de usinas. "Não estou escutando ninguém construir nada hoje", afirmou.
- O que vem agora
- Segundo a reportagem, a empresa vai usar análise de dados e inteligência artificial para alocar créditos e reduzir cancelamentos, ampliar a contratação digital e estruturar uma operação no mercado livre por parcerias de fornecimento, sem investir diretamente em geração.
- Limite da verificação
- As informações são da entrevista ao Canal Solar; a FMGD não localizou comunicado da Órigo. A frase sobre o mercado é a avaliação de um executivo e não equivale a dado sobre novas conexões de geração distribuída, que a FMGD não verificou para esta edição.
Alta — retração de uma grande empresa do mercado de GD compartilhada
MME abre consulta até 22 de novembro sobre a recarga de veículos elétricos e sua integração às redes de distribuição
- Fato
- Segundo o Ministério de Minas e Energia (publicado em 23 de outubro de 2026, às 18h08), está aberta consulta pública sobre "a infraestrutura de recarga de veículos elétricos e sua integração às redes de energia elétrica", para subsidiar um diagnóstico nacional da eletromobilidade. As contribuições vão até 22 de novembro de 2026, por formulário no portal de consultas do MME ou na plataforma Brasil Participativo.
- O que está em discussão
- Entre os eixos listados pelo ministério estão a "conexão das instalações de recarga às redes", o "planejamento das redes de distribuição e gestão da demanda" e as "cargas concentradas", como frotas de ônibus urbanos, frotas logísticas e de aplicativo e recarga rápida em rodovias. O texto do MME cita a interoperabilidade entre baterias, geração distribuída e soluções de armazenamento entre os temas do seu Departamento de Eletromobilidade.
- Por que importa para quem gera
- A mesma rede de distribuição que recebe a energia injetada pela geração distribuída passará a atender a recarga de veículos. Carregar o carro no horário de sol é uma forma de consumir a própria geração. Esta é a leitura da FMGD; o texto do MME não trata de tarifa nem de compensação de energia.
- Limite da verificação
- O texto do ministério não informa o número da consulta. Quem quiser contribuir deve conferir o formulário no portal do MME.
Alta — nova carga nas redes de distribuição, ao lado da geração distribuída e do armazenamento
Irradiação solar de setembro fica de 20% a 24% abaixo da média no Sudeste, segundo a Solcast
- Fato
- Segundo análise da Solcast, empresa do grupo DNV, publicada pela pv magazine Brasil em 23 de outubro de 2026, a irradiação horizontal global de setembro ficou de 20% a 24% abaixo da média de 2007 a 2025 no Sudeste do Brasil, com o déficit concentrado em São Paulo e estendido ao Rio de Janeiro.
- Contexto
- Segundo o texto, o Rio de Janeiro registrou o setembro mais chuvoso desde o início dos registros, em 1997, e a América do Sul como um todo ficou próxima da normalidade, com mais sol que o habitual na maior parte do norte do continente. A análise associa o padrão ao El Niño e lembra que 2015 é o único ano da história recente com super El Niño em setembro.
- O que significa para quem gera
- Menos irradiação significa menos energia gerada pelos sistemas solares no mês e, para quem tem geração distribuída, menos crédito a compensar. Quem notou geração menor em setembro no Sudeste tem nesse dado uma explicação possível antes de suspeitar de defeito no sistema. Esta é a leitura da FMGD.
- Limite da verificação
- Os números são de modelo por satélite da Solcast, empresa privada; a FMGD não os conferiu com medições do INMET ou do ONS. O efeito em cada sistema depende da localização e do equipamento.
Alta — geração dos sistemas solares no Sudeste e expectativa de El Niño
Pulso de custos: dólar PTAX fecha 23/10 em R$ 5,0377; módulo TOPCon segue a US$ 0,107/W
- Câmbio
- A PTAX de venda do dólar de 23 de outubro de 2026, o último fechamento disponível, foi de R$ 5,0377 (compra, R$ 5,0371), segundo a API do Banco Central (boletim das 13h07). Em 22/10 havia sido de R$ 5,0383: estabilidade, com recuo de cerca de 0,01%. Sábado e domingo não têm PTAX, e a de 26/10 sai por volta das 13h.
- Módulos
- Não houve relatório novo da OPIS na janela. A última referência, do relatório de 20 de outubro de 2026, segundo a pv magazine Brasil, é o Chinese Module Marker de US$ 0,107/W FOB China para módulos TOPCon abaixo de 645 W, estável pela segunda semana seguida. A curva futura indica US$ 0,106/W no primeiro trimestre de 2027 e US$ 0,105/W do segundo ao quarto trimestre de 2027.
- Eficiência mínima na China
- Segundo a mesma reportagem, a China exigirá a partir de 1º de janeiro de 2027 eficiência mínima de 23,2% para módulos TOPCon e HJT e de 23,5% para back-contact, e o MIIT propôs em 16 de outubro limites de 23,4% e 23,7%, respectivamente.
- Leitura prática
- Câmbio e preço internacional isolados não permitem inferir o preço final de um sistema no Brasil, que depende de frete, tributos, equipamento e negociação específica.
Alta — referência cambial e de preço para equipamentos importados
Agenda regulatória
- 27/10Reunião extraordinária da diretoria da ANEEL, às 16h, sobre os editais dos leilões de baterias e o voto-vista sobre marca de distribuidoras no mercado livre, segundo a Agência iNFRA e a Agência Cenário Energia.
- 30/10Fim do prazo de contribuições das consultas da ANEEL sobre PIS/Cofins na reforma tributária.
- 03/11Fim do prazo de contribuições da Tomada de Subsídios nº 42/2026 da ANEEL, sobre a contabilidade do setor elétrico na reforma tributária.
- 20/11Fim do prazo de contribuições da tomada de subsídios sobre o orçamento da CDE de 2027 e o Encargo de Complemento de Recursos.
- 22/11Fim do prazo de contribuições da consulta do MME sobre a recarga de veículos elétricos e sua integração às redes.
- 02/12Leilão de baterias com exigência de conteúdo nacional; o segundo, de caráter geral, está marcado para 4/12.
Síntese do dia
“A semana começa com o armazenamento no centro: a ANEEL decide na terça os editais dos leilões de baterias, e ONS e EPE ajustam a regra técnica que os projetos terão de cumprir. Ao mesmo tempo, uma grande empresa de geração distribuída compartilhada para de construir, o MME abre a discussão sobre a recarga de carros elétricos nas redes de distribuição e o Sudeste teve um setembro com bem menos sol que a média.”
Fontes oficiais
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Edição pública atualizada em 26/10/2026.




