FMGD NEWS
FMGD NEWS — 28 de setembro de 2026
Publicado às segundas, quartas e sextas-feiras, às 8h.
MMGD ganha peso no mercado cativo, sistemas solares encarecem no semestre e outubro começa com bandeira verde
A EPE projeta que a energia injetada pela micro e minigeração distribuída alcance 65 TWh em 2026 e corresponda a 21,2% do mercado cativo. No mercado, estudo da Greener aponta alta de até 7% no preço médio dos sistemas fotovoltaicos no primeiro semestre, enquanto a ANEEL confirma bandeira verde para outubro.
Fontes verificadas
Destaque do dia
EPE projeta MMGD equivalente a 21,2% do mercado cativo em 2026
Distribuidoras esperam que a energia injetada por micro e minigeração distribuída chegue a 65 TWh no ano, avanço de 18,1% sobre 2025.
Palavra do Presidente

Os dados desta semana mostram duas mudanças concretas para quem atua com geração distribuída: a MMGD ganha participação relevante no mercado cativo e o custo dos sistemas voltou a subir no primeiro semestre. Ao mesmo tempo, outubro começa com bandeira verde. Para empresas e consumidores, o cenário reforça a importância de olhar cada projeto com base em consumo real, tarifa, custo do sistema e regra aplicável, sem generalizações.
Jomar Britto
Presidente da FMGD
Representantes do Conselho Consultivo
Articulação nacional
Nota editorial
Esta edição cobre o período de 22 a 28 de setembro de 2026. A projeção de 65 TWh e de participação de 21,2% da MMGD no mercado cativo em 2026 é expectativa informada pelas distribuidoras à EPE, e não volume já realizado. Os preços de sistemas fotovoltaicos são dados de estudo da Greener divulgados pela pv magazine Brasil e representam médias de mercado do primeiro semestre de 2026, com variação por porte. A bandeira verde de outubro foi anunciada oficialmente pela ANEEL em 25 de setembro.
Leitura rápida
- EPE: distribuidoras projetam 65 TWh de energia injetada por MMGD em 2026, equivalente a 21,2% do mercado cativo
- Greener: preço médio de sistemas fotovoltaicos de até 300 kWp subiu 7% no primeiro semestre de 2026
- ANEEL: outubro terá bandeira verde, sem cobrança adicional de bandeira tarifária
Conteúdo editorial do dia
EPE projeta 65 TWh de energia injetada por MMGD em 2026, equivalente a 21,2% do mercado cativo
- Fato
- A Empresa de Pesquisa Energética publicou em 24 de setembro a edição 2026 do Painel Mercado de Distribuição. Segundo a EPE, a energia injetada pela micro e minigeração distribuída atingiu 55 TWh em 2025, crescimento de 41,8% em relação a 2024.
- Fato
- Para 2026, as distribuidoras esperam expansão de 18,1%, equivalente a mais 10 TWh, levando a energia injetada pela MMGD a aproximadamente 65 TWh.
- Fato
- A EPE informa ainda que a MMGD respondeu por 17,8% do consumo cativo em 2025 e que, para 2026, as distribuidoras projetam participação de 21,2%, aumento de 3,3 pontos percentuais.
- Precisão importante
- Os números de 2026 são projeções informadas pelas distribuidoras à EPE e não devem ser tratados como valores já realizados. O dado realizado mais recente citado no painel é o de 2025.
- Análise
- A projeção mostra que a geração distribuída deixou de ser marginal na operação comercial das distribuidoras: uma parcela próxima de um quinto do mercado cativo passa a conviver diretamente com energia injetada por MMGD.
Máxima — dado oficial novo sobre o peso da geração distribuída no mercado de distribuição
Sistemas fotovoltaicos ficam até 7% mais caros no primeiro semestre de 2026, aponta estudo da Greener
- Fato
- Estudo estratégico da Greener divulgado em 25 de setembro pela pv magazine Brasil aponta que o preço médio dos sistemas fotovoltaicos de até 300 kWp aumentou 7% entre janeiro e junho de 2026.
- Fato
- Os preços finais levantados variaram conforme o porte: de R$ 2,02/Wp para sistemas de 30 kWp e 50 kWp a R$ 3,62/Wp para sistemas de 2 kWp.
- Contexto
- A pesquisa considera o preço final do sistema, reunindo kit de equipamentos e serviço de integração. O valor do kit é levantado junto a distribuidores e o preço do sistema junto a integradores.
- Precisão importante
- Os valores são médias de pesquisa de mercado e não tabela oficial. Região, marca, engenharia, estrutura, condições de instalação, tributação, prazo e forma de pagamento podem alterar significativamente o preço final de cada projeto.
- Análise
- Depois de anos marcados por forte redução de preço dos equipamentos, uma alta semestral de 7% recoloca disciplina de orçamento, validade de proposta e gestão de estoque no centro da operação comercial dos integradores.
Alta — movimento de preço diretamente relevante para integradores e consumidores
ANEEL confirma bandeira verde para outubro: contas de luz ficam sem adicional de bandeira tarifária
- Fato
- A ANEEL anunciou em 25 de setembro que outubro terá bandeira tarifária verde, encerrando a cobrança adicional que vinha ocorrendo com a bandeira amarela.
- Fato
- Segundo a Agência, o início da transição entre os períodos seco e úmido trouxe aumento das chuvas em regiões das principais bacias, especialmente Sul e Sudeste, contribuindo para estabilizar reservatórios e reduzir a necessidade de despacho de fontes mais caras.
- Efeito para o consumidor
- Com bandeira verde, não há cobrança adicional de bandeira tarifária sobre o consumo de outubro. Isso não significa redução automática da tarifa-base nem altera outros componentes da fatura.
- Contexto
- Em setembro, a bandeira estava amarela, com adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A mudança para verde retira esse adicional específico a partir de outubro.
Alta — mudança mensal de sinal tarifário com efeito direto sobre consumidores cativos
Agenda regulatória
- 27/10Previsão de aprovação dos editais dos leilões de armazenamento nº 05/2026 e 06/2026.
- 09/11Encerramento da CP ANEEL nº 033/2026 — revisão do Módulo 3 do PRODIST, monitoramento e comando remoto de recursos energéticos distribuídos.
- 18/11Prazo de inscrição para o Leilão de Armazenamento nº 05/2026 (Nacional).
- 20/11Prazo de inscrição para o Leilão de Armazenamento nº 06/2026 (Geral).
- 02/12Leilão de Armazenamento nº 05/2026 (Nacional).
- 04/12Leilão de Armazenamento nº 06/2026 (Geral).
Síntese do dia
“A janela de 22 a 28 de setembro trouxe três sinais objetivos para o setor. A EPE mostrou que as distribuidoras esperam que a energia injetada pela MMGD alcance 65 TWh em 2026 e represente 21,2% do mercado cativo. Ao mesmo tempo, estudo da Greener apontou alta de 7% no preço médio dos sistemas fotovoltaicos no primeiro semestre, movimento que pressiona orçamento e margem de integradores. Para o consumidor cativo, outubro começa com alívio pontual: a ANEEL definiu bandeira verde, retirando o adicional de bandeira tarifária após setembro em bandeira amarela.”
Fontes oficiais
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