Geração | Investimentos têm queda de 40% no setor de Energia Solar
- Anibal Gonçalves

- 20 de jan.
- 2 min de leitura
Presidente da FMGD avalia que a retratação na GD – dentre outros fatores, estaria na relação com as distribuidoras, que criam obstáculos à conexão

Energia Solar (Foto: Blog da CorSolar)
Os investimentos em novos projetos de geração solar fotovoltaica somaram R$ 32,9 bilhões em 2025, o que representou uma retração de 40% em relação aos R$ 54,9 bilhões investidos em 2024. Considerando a potência instalada, as novas usinas totalizaram 10,6 GW em 2025, com queda de 29% em relação ao ano anterior. Do montante instalado em 2025, 7,8 GW foram em Geração Distribuída (GD), e 2,8 GW foram instalados em Geração Centralizada.
Os números fazem parte de um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), que vê uma “grande retração” para o setor no Brasil. A tendência de desaceleração foi observada tanto no segmento de Geração Centralizada quanto em Geração Distribuída.
Jomar Britto, presidente da FMGD
(Foto: AsCom/FMGD)
Presidente da FMGD: distribuidoras criam obstáculos à conexão
Para o presidente da Frente Mineira de Geração Distribuída (FMGD), engenheiro Eletricista Jomar Britto, “a retração de projetos entre grandes geradores deve à falta de ressarcimento pelos “recorrentes cortes de geração” – curtailment [redução], que impõem “prejuízos financeiros” aos produtores. Já na Geração Distribuída, a principal causa da retratação – dentre outros fatores, segundo o presidente da FMGD, estaria na relação com as distribuidoras, que “criam obstáculos à conexão sob a alegação de incapacidade das redes e inversão de fluxo de potência”.
Geração Solar e sistemas de armazenamento
E para além das questões setoriais, Jomar Britto – que é CEO da Seltec Energia Solar, empresa sediada em Minas Gerais, destaca que “o cenário macroeconômico foi desfavorável, com alto custo de capital para crédito, alta volatilidade do dólar e alíquotas elevadas no imposto de importação de equipamentos fotovoltaicos”. Para o presidente da FMGD, estes fatores “impactaram diretamente na tomada de decisão de investimentos em novos projetos fotovoltaicos no Brasil”.
A combinação entre Geração Solar e sistemas de armazenamento como forma de ampliar o suprimento e a segurança da operação é uma equação defendida por Jomar Britto. “A fonte solar tem o menor preço de geração de eletricidade do Brasil e ajuda a aumentar a competitividade dos setores produtivos, com mais economia e redução de gastos aos consumidores em geral”, afirma o presidente da FMGD.
Aneel projeta tendência diferente em 2026
Apesar da desaceleração em 2025, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projeta que, para 2026, a tendência será diferente: o país deverá receber mais 4,5 GW em novos projetos solares, considerando apenas a Geração Centralizada. Assim, a fonte será a de maior expansão no ano, entre os grandes geradores. Em 2025, sendo a Aneel, as plantas solares também tiveram a liderança em novos projetos de Geração Centralizada. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), no acumulado desde 2012, o Brasil tem 63,7 GW de potência operacional da fonte solar, sendo 43,7 GW de Geração Distribuída e 20 GW de Geração Centralizada. (Com informações de Maria Clara Machado/MegaWhat – AsCom/FMGD)





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