Energia solar será a fonte que mais crescerá no mundo até 2030
- Anibal Gonçalves

- 16 de mar.
- 2 min de leitura
Demanda global por eletricidade deve incrementar em taxa média anual de 3,6% no período, mostra estudo da Agência Internacional de Energia.

A Energia Solar Fotovoltaica será a fonte de geração que mais crescerá no mundo até 2030, adicionando sozinha mais de 600 terawatts-hora (TWh) por ano ao sistema elétrico global, aponta o relatório Electricity 2026, da Agência Internacional de Energia (IEA). Em volume de geração, a Solar deve ultrapassar a Energia Eólica e Nuclear já em 2026 e superar a Hidrelétrica até 2029, consolidando-se como um dos pilares centrais da matriz elétrica global.
Demanda global por eletricidade
O estudo indica que a demanda global por eletricidade crescer a uma taxa média anual de 3,6% entre 2026 e 2030, impulsionada pela eletrificação da indústria, expansão dos veículos elétricos, uso crescente de ar-condicionado e proliferação de data centers e aplicações de inteligência artificial (IA).
Armazenamento em baterias: elemento-chave
O documento também destaca a expansão do armazenamento em baterias como elemento-chave para dar mais flexibilidade aos sistemas elétricos. Atualmente, há mais de 600 gigawatts (GW) de projetos de armazenamento em baterias em estágio avançado nas filas de conexão às redes elétricas em todo o mundo.

FMGD: cenário atual e exigências
Na avaliação do presidente da Associação Frente Mineira de Geração Distribuída (FMGD), Jomar Britto, “o cenário atual intensifica a exigência de se ampliar segurança regulatória e também de atualizar a infraestrutura elétrica no país, objetivando ampliar a oferta de fontes limpas, renováveis, tornando-as mais competitivas e de ágil instalação”.
Brasil: expectativa de crescimento de eletricidade
No Brasil, a expectativa de crescimento médio anual no consumo de eletricidade é de 3,3% até 2035, projetado no Plano Decenal de Expansão de Energia, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e que está em fase de Consulta Pública.
Segundo o presidente da FMGD, “importantes desafios da infraestrutura do setor elétrico devem ser superados, como os cortes (curtailment) sem que ocorram os ressarcimentos aos empresários lesados e as barreiras que impossibilitam as conexões nos sistemas de pequenos consumidores sob a alegação de incapacidade das redes e inversão de fluxo de potência, bem como liberar o mercado de armazenamento energético, com legislação e regulamentação pertinentes.”
FMGD: o mundo vive a ‘era da eletricidade’
Para Jomar Britto, “o mundo vive a ‘era da eletricidade’, marcada por uma transição acelerada para fontes renováveis e pela crescente eletrificação dos setores produtivos e o Brasil, por seu excesso de recursos solares, tem diante de si um momento propício para ser o líder dessa transição.” (AsCom/FMGD – Com informações de Ricardo Casarin – Portal Solar)



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