Energia Solar Fotovoltaica e o futuro das associações do setor
- Anibal Gonçalves
- há 4 dias
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A energia solar fotovoltaica consolidou-se como uma das principais fontes de energia no Brasil, ultrapassando 52 GW de capacidade operacional até o início de 2026 e posicionando-se como a terceira maior fonte na matriz elétrica brasileira. O futuro do setor, no entanto, vive uma transição entre o crescimento exponencial dos anos anteriores e uma fase de maior regulação e maturação, focada em armazenamento, eficiência e sustentabilidade da rede.
“Taxação do Sol”
A Lei 14.300/2022 trouxe novas regras, com aumento gradual da taxação sobre o uso da rede (Fio B), que em 2026 impacta a Geração Distribuída (GD) em aproximadamente 16,2% da energia injetada.
Armazenamento de energia
O futuro aponta para a integração massiva de baterias, permitindo que a energia produzida durante o dia seja utilizada à noite, aumentando a independência da rede elétrica.
Integração na matriz
A Energia Solar deixa de ser apenas uma solução de economia para se tornar um componente estrutural do sistema elétrico, com foco em Geração Distribuída e parques de Geração Centralizada.
Retração estrutural
Após anos de recordes, prevê-se uma leve retração no crescimento em 2026, com o setor se adaptando às novas condições de financiamento e taxação.
Social e acessibilidade
Projetos federais visam garantir até 200 kWh de Energia Solar gratuita para famílias de baixa renda, expandindo o impacto social da tecnologia.

O futuro das associações do setor
O papel das associações (como Movimento Solar Livre, Frente Mineira de Geração Distribuída – FMGD, entre outras) será cada vez mais decisivo para garantir a sustentabilidade do mercado.
Para Jomar Britto, presidente da Associação Frente Mineira de Geração Distribuída (FMGD), “As atuações das associações devem estar focadas na defesa de seus associados e dos consumidores junto às agências, ao governo federal e ao Congresso visando assegurar as políticas públicas para o segmento da Energia Solar”.
Defesa jurídica e regulatória
As associações estão em constante diálogo e disputa com o governo e agências (ANEEL) para proteger o direito do consumidor e evitar cortes (curtailment) na Geração Distribuída. O curtailment, no setor de energia, refere-se à redução ou interrupção planejada da geração de eletricidade (especialmente renováveis) pelo operador do sistema (por exemplo, ONS no Brasil), para garantir a segurança da rede ou devido às limitações de transmissão.
Mobilização por incentivos
As entidades atuam fortemente no Congresso Nacional e na esfera federal para garantir a manutenção de incentivos e políticas públicas que viabilizem a Energia Solar.
Fomento à produção nacional
As associações, por exemplo, se mobilizaram após restrições do Banco do Nordeste (FNE Sol) e atuaram para valorizar e defender equipamentos fabricados no Brasil.
Treinamento e profissionalização
Diante da necessidade de tecnologias mais complexas (storage = armazenamento, gestão inteligente), as associações estão focando na qualificação da mão de obra.
Defesa da Geração Compartilhada
As estruturas associativas de Geração Compartilhada continuam a ser fundamentais para viabilizar o acesso à Energia Solar para consumidores que não podem instalar painéis próprios. A tendência é que, diante de um cenário de maior taxação e desafios técnicos, as associações tornem-se mais técnicas e unidas para manter a competitividade do setor. (AsCom/FMGD – IA)