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FMGD NEWS — 25 de agosto de 2026

Regulação, mercado e inteligência setorial

ONS aciona pela segunda vez em 2026 plano emergencial para reduzir geração conectada à distribuição e MME abre consultas sobre mercado livre, armazenamento e ERCAP. Brasil, com atenção especial a Minas Gerais e CEMIG.

Fontes oficiais verificadas

Destaque do dia

ONS aciona pela segunda vez em 2026 plano emergencial para reduzir geração conectada à distribuição.

Brasil, com atenção especial a Minas Gerais e CEMIG.

Palavra do Presidente

Jomar Britto, Presidente da FMGD

O segundo acionamento do plano emergencial em poucos meses mostra que a gestão de excedentes deixou de ser um tema apenas prospectivo. Segurança operativa é indispensável, mas medidas excepcionais precisam de critérios claros, rastreabilidade e segurança jurídica. A FMGD continuará defendendo soluções estruturais — rede, flexibilidade, armazenamento e gestão inteligente — sem atribuir à geração distribuída, de forma genérica, problemas que exigem planejamento sistêmico.

Jomar Britto

Presidente da FMGD

Representantes do Conselho Consultivo

Articulação nacional

Coalizão MSL — Movimento Solar Livre e as Frentes Estaduais de Geração Distribuída

A FMGD integra e apoia a articulação nacional do Movimento Solar Livre, que reúne as Frentes Estaduais em defesa da liberdade energética, da segurança jurídica e dos direitos do consumidor-gerador.

Nota editorial

O acionamento de 23/08 alcançou usinas classificadas como Tipo III conectadas à distribuição e não envolveu diretamente a MMGD de consumidores residenciais ou empresariais. As propostas do MME estão em consulta pública e não constituem regra vigente. Não foi localizada confirmação pública de participação específica da CEMIG na redução de 23/08.

Leitura rápida

  • Segundo acionamento do plano emergencial em 2026
  • Usinas Tipo III, não MMGD de telhado
  • MME abre consultas: armazenamento, mercado livre e ERCAP

Conteúdo editorial do dia

ONS aciona pela segunda vez em 2026 plano emergencial para reduzir geração conectada à distribuição

O que mudou desde a última publicação
Na edição de 14/08, a FMGD explicou que a primeira etapa do Plano de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição alcançava usinas classificadas como Tipo III e não autorizava afirmar que a MMGD residencial, comercial ou rural estivesse sujeita a corte remoto generalizado. Em 21/08, foi publicada outra mudança: o anúncio de um futuro piloto para corte automático de geração solar remota. Agora há um fato operacional novo e distinto: no domingo, 23/08, o ONS acionou pela segunda vez em 2026 o plano emergencial já existente, após as medidas de redução sobre a geração sob seu controle não serem suficientes para equilibrar geração e carga.
Fato
O ONS confirmou o acionamento do Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição em 23/08. Segundo Reuters/UOL, Canal Solar e Folha de S.Paulo, as distribuidoras haviam sido avisadas previamente para se prepararem para reduzir geração de ativos sob sua responsabilidade. A Abradee informou que a restrição prevista ocorreria entre 11h e 13h30. Foi a segunda utilização do mecanismo em 2026; a primeira ocorreu em 7 de junho, quando houve redução de 1 GW.
Fato
Escopo — o que foi cortado e o que não foi: a cobertura da Folha registra que o acionamento de 23/08 atingiu usinas classificadas como Tipo III, incluindo ativos de menor porte conectados à distribuição, e não envolveu diretamente a MMGD de consumidores residenciais ou empresariais. A MMGD integra o contexto operacional porque reduz a carga líquida supervisionada em períodos de forte geração solar, especialmente em domingos e feriados de baixa demanda. Essa distinção é essencial: não houve desligamento, pelo ONS, de sistemas fotovoltaicos comuns em telhados no domingo.
Análise
O fato é material porque o plano deixou de ser apenas uma ferramenta prevista e voltou a ser efetivamente utilizado poucos meses após o primeiro acionamento. O mecanismo é de contingência e última instância: entra quando reduções anteriores não bastam para equilibrar geração e carga. A recorrência aumenta a relevância de instrumentos de gestão de recursos distribuídos, observabilidade e flexibilidade no SIN.
Risco
A repetição de acionamentos aumenta a importância de regras operacionais previsíveis e critérios transparentes. A Abradee declarou ser necessário maior detalhamento dos procedimentos e alertou para insegurança jurídica caso critérios de corte não sejam claros, robustos e definidos. Para a GD, há também risco de comunicação: confundir usinas Tipo III com toda a MMGD pode gerar percepção pública incorreta e decisões regulatórias mal calibradas.
Oportunidade
O episódio reforça a urgência de soluções estruturais de flexibilidade: armazenamento, resposta da demanda, maior observabilidade e digitalização das redes, coordenação entre ONS e distribuidoras e utilização de recursos energéticos distribuídos como parte da solução sistêmica.
Sinal
Minas Gerais: não foi localizada confirmação pública de que a CEMIG tenha sido uma das distribuidoras que executaram redução em 23/08, e não se atribui participação específica à companhia sem evidência. O tema é diretamente relevante a Minas pela elevada presença de geração distribuída e pela necessidade de coordenação entre expansão da GD, capacidade da rede e mecanismos de flexibilidade.

Atualização material — tema acompanhado em 14/08 e 21/08

MME abre consulta sobre mercado livre, armazenamento e novas regras do setor elétrico

Fato
O Ministério de Minas e Energia abriu em 24/08 consulta pública, por 45 dias, sobre minuta de decreto que atualiza regras de comercialização e exploração dos serviços e instalações de energia elétrica. A proposta adapta os Decretos nº 5.163/2004, nº 2.655/1998 e nº 5.177/2004 às mudanças da Lei nº 15.269/2025 e prepara a regulamentação para a abertura integral do mercado de energia.
Fato
Armazenamento e mercado livre: a minuta incorpora expressamente o armazenamento à regulamentação, cria na CCEE a classe dos armazenadores autônomos na categoria de comercialização e permite que condições gerais de acesso à rede contemplem requisitos de controle, capacidade, flexibilidade e armazenamento. Também atualiza regras e prazos associados ao mercado livre e ao retorno ao ambiente regulado.
Sinal
A direção regulatória aproxima armazenamento, flexibilidade, gestão de carga e desenho de mercado. Para a GD, isso reforça a tendência de que baterias e gestão energética deixem de ser apenas soluções locais de backup e passem a ter relevância sistêmica e comercial crescente.
Fato
ERCAP e resposta da demanda: no mesmo dia, o MME abriu outra consulta para mudar o rateio do Encargo de Reserva de Capacidade (ERCAP), propondo considerar o consumo dentro da janela de maior demanda líquida do SIN, em vez do pico mensal isolado. A proposta cria sinal econômico para deslocamento de carga, resposta da demanda e armazenamento, e prevê uma janela crítica de até quatro horas consecutivas em dias úteis, a ser definida pelo ONS.
Análise
As duas consultas devem ser lidas em conjunto: enquanto o ONS enfrenta excedentes em períodos de baixa carga, o MME começa a desenhar incentivos e regras para flexibilidade, armazenamento e deslocamento do consumo. É exatamente a ponte entre problema operacional imediato e solução estrutural de mercado.
Risco
O desenho final precisa evitar sinais tarifários ou encargos que produzam distorções, dupla cobrança ou incerteza para consumidores, autoprodutores, agregadores e novos agentes de armazenamento. Como os textos estão em consulta, as propostas não podem ser tratadas como regras definitivas.
Oportunidade
Abertura concreta para a FMGD acompanhar e contribuir tecnicamente em temas de armazenamento, acesso à rede, flexibilidade e resposta da demanda, sempre distinguindo proposta em consulta de norma já vigente.

Alta — consulta pública aberta em 24/08/2026

Agenda regulatória

  • 31/08Encerramento da CP ANEEL nº 20/2026 — Fator X.
  • 01/09Audiência pública sobre armazenamento.
  • 12/09Encerramento da CP ANEEL nº 25/2026 — LRCAP.
  • 14/09Encerramento das CPs ANEEL nº 22 e 23/2026 — armazenamento.
  • 08/10Encerramento das consultas públicas do MME abertas em 24/08 (prazo de 45 dias).

Síntese do dia

“O novo fato não é a criação de um plano nem um corte generalizado de MMGD: é o segundo acionamento, em 2026, do mecanismo emergencial que já existia para redução de usinas Tipo III conectadas às redes de distribuição. A recorrência muda o peso do tema. Ao mesmo tempo, as consultas abertas pelo MME em 24/08 mostram a busca por soluções estruturais de flexibilidade, armazenamento e gestão da demanda. O setor passa a conviver, simultaneamente, com contingências operacionais imediatas e com a construção das regras que podem reduzir sua recorrência. Transparência, previsibilidade, coordenação e segurança jurídica tornam-se centrais.”

Fontes oficiais

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Conteúdo editorial da Frente Mineira de Geração Distribuída. As matérias e documentos de origem estão citados em cada card e ficam nos respectivos endereços. Edição publicada automaticamente pela automação editorial da FMGD, sem revisão humana prévia, sob responsabilidade de Frente Mineira de Geração Distribuída (FMGD).

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