FMGD NEWS
FMGD NEWS — 21 de agosto de 2026
Regulação, mercado e inteligência setorial
ONS prepara teste de corte automático em geração solar remota ainda em 2026, com potencial de até 3 GW. Atualização material de tema publicado em 14/08/2026.
Destaque do dia
ONS prepara teste de corte automático em geração solar remota ainda em 2026.
Brasil, com atenção especial a Minas Gerais e CEMIG.
Palavra do Presidente

A geração distribuída entra em uma fase em que preservar direitos já conquistados e adaptar tecnicamente novos projetos às limitações reais da rede passam a ser desafios inseparáveis. A FMGD continuará atuando para que modernização, segurança jurídica e liberdade do consumidor avancem juntas.
Jomar Britto
Presidente da FMGD
Nota editorial
Esta edição trata de um único tema, em regime de ATUALIZAÇÃO MATERIAL de pauta publicada em 14/08/2026. Não há afirmação de corte automático já implantado sobre a MMGD: trata-se de piloto anunciado pelo ONS, ainda a ser testado e detalhado.
Leitura rápida
- Corte automático em teste até o fim de 2026
- Potencial de atuação de até 3 GW
- Energia por assinatura e Minas Gerais
Conteúdo editorial do dia
ONS testará corte automático de geração solar remota
- O que mudou desde a última publicação
- Na edição de 14/08, a FMGD registrou que o Plano de Gestão de Excedentes então conhecido previa, em sua primeira etapa, atuação sobre usinas Tipo III e que não havia base para afirmar a existência de corte remoto geral sobre a MMGD residencial, comercial ou rural. Agora surgiu uma mudança material: o diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato, informou em 20/08 que o Operador pretende testar até o fim de 2026 um mecanismo automático de redução da geração solar remota, com potencial de atuação de até 3 GW e implantação gradual ao longo de 2027 caso o piloto funcione como esperado.
- Fato
- Segundo reportagem da Reuters publicada em 20/08, o mecanismo em estudo é voltado a pequenas usinas solares remotas que abastecem modelos de energia por assinatura. O piloto deverá envolver uma distribuidora ainda não escolhida. O ONS descreveu a medida como recurso de proteção de última instância, para situações em que as demais ações de controle já tenham sido esgotadas e o sistema não consiga absorver mais energia.
- Análise
- A proposta representa um passo relevante porque amplia a discussão operacional para além do plano emergencial já conhecido sobre usinas Tipo III. O ponto central, neste momento, não é afirmar que o corte automático já está implantado ou que toda MMGD poderá ser desligada: trata-se de um piloto anunciado pelo ONS, ainda a ser testado e detalhado. Para consumidores, associações, cooperativas, geradores e empresas de energia por assinatura, a definição de critérios, comunicação, mensuração, duração dos cortes e eventual tratamento econômico das restrições passa a ser tema estratégico.
- Risco
- Sem regras transparentes e rastreáveis, mecanismos de redução remota podem aumentar a incerteza de receita e dificultar modelagens econômicas de empreendimentos que dependem da energia efetivamente injetada. Também existe risco de comunicação alarmista: o anúncio não autoriza afirmar que telhados solares ou toda a MMGD já estejam sujeitos a corte automático indiscriminado.
- Oportunidade
- O avanço desse debate reforça a necessidade de armazenamento, gestão de excedentes, resposta da demanda, maior observabilidade da rede e soluções de flexibilidade. Também abre espaço para atuação institucional da FMGD na defesa de critérios técnicos transparentes, previsibilidade operacional e segurança jurídica para os investimentos existentes e futuros.
- Sinal
- Minas Gerais: a reportagem cita a Cemig SIM entre as empresas que comercializam energia solar por assinatura. A referência não significa que a CEMIG tenha sido escolhida para o piloto. A distribuidora participante ainda não foi definida, segundo a informação publicada. Para Minas Gerais, o tema merece acompanhamento específico pela importância da geração compartilhada e do mercado de energia por assinatura no estado.
Atualização — tema publicado anteriormente em 14/08/2026
Agenda regulatória
- 24/08Encerramento da CP ANEEL nº 19/2026.
- 31/08Encerramento da CP ANEEL nº 20/2026 — Fator X.
- 01/09Audiência pública sobre armazenamento.
- 12/09Encerramento da CP ANEEL nº 25/2026 — LRCAP.
- 14/09Encerramento das CPs ANEEL nº 22 e 23/2026 — armazenamento.
Síntese do dia
“O fato novo não é um corte geral já implantado sobre a geração distribuída. É o anúncio de um piloto do ONS para testar controle automático sobre geração solar remota, com potencial de até 3 GW. A diferença é relevante e exige precisão: o setor sai de uma discussão predominantemente emergencial sobre usinas Tipo III para a preparação de uma nova camada de proteção operacional que pode alcançar parte relevante do mercado de energia solar remota. Transparência, previsibilidade, flexibilidade e segurança jurídica passam a ser centrais.”