FMGD NEWS
FMGD NEWS — 19 de agosto de 2026
Regulação, mercado e inteligência setorial
GD I e troca de inversor exigem atenção para preservar o enquadramento; projeto solar adota controle dinâmico de exportação diante da limitação de rede.
Destaque do dia
A nova realidade da conexão solar: preservar o enquadramento dos sistemas existentes e adaptar novos projetos às limitações da rede.
Palavra do Presidente

A geração distribuída entra em uma fase em que preservar direitos já conquistados e adaptar tecnicamente novos projetos às limitações reais da rede passam a ser desafios inseparáveis. A FMGD continuará atuando para que modernização, segurança jurídica e liberdade do consumidor avancem juntas.
Jomar Britto
Presidente da FMGD
Nota editorial
O que não foi repetido hoje: a edição não repete as pautas de 17/08 sobre alteração à revelia em MMGD/CEMIG nem o debate eleitoral mineiro sobre o futuro da CEMIG, porque não foi confirmada atualização material suficiente nesta rodada.
Leitura rápida
- GD I e troca de inversor
- Controle dinâmico de exportação
- Capacidade de rede define viabilidade
Conteúdo editorial do dia
GD I: troca de inversor exige atenção para preservar o enquadramento
- Fato
- Análise setorial publicada em 19/08/2026 pelo Canal Solar discute a substituição de inversores em sistemas enquadrados como GD I. Não se trata de nova decisão formal da ANEEL e não há perda nem preservação automática do enquadramento. O ponto seguro é que a substituição deve ser confrontada com a potência instalada homologada, os parâmetros de conexão e os procedimentos da distribuidora. Orientações oficiais de distribuidoras indicam que aumento de potência de geração ou substituição por inversor de maior potência exige procedimento formal e pode afetar o enquadramento quando houver ampliação não autorizada. A Lei 14.300/2022 e a REN ANEEL nº 1.000/2021 são a base normativa aplicável.
- Análise
- O tema tende a crescer com o envelhecimento do parque instalado. Integradores precisam conferir projeto homologado, potência aprovada, características do novo inversor e procedimento da distribuidora antes de qualquer intervenção.
- Risco
- Troca por equipamento de maior potência ou alteração relevante sem aprovação pode caracterizar ampliação não homologada. Não se deve comunicar ao consumidor que qualquer troca mantém o enquadramento em GD I.
- Oportunidade
- Mercado de manutenção regulatória, retrofit, atualização documental e engenharia de conformidade.
Prioridade: muito alta — destaque do dia
Restrição de rede: projeto solar adota controle dinâmico de exportação
- Fato
- Publicações setoriais de 18 e 19/08/2026 (pv magazine Brasil e Canal Solar) relatam o caso da Cooperflora, em Jaguariúna/SP, com projeto fotovoltaico de aproximadamente 1,2 MWp e limitação de injeção inferior à potência nominal. Segundo essas publicações, dos 900 kW nominais, 516 kW podem ser exportados para a rede e 384 kW ficam sujeitos a controle dinâmico conforme o consumo local e o limite autorizado. Os números são atribuídos às publicações setoriais e não a documento oficial da distribuidora consultado por esta edição.
- Análise
- É um exemplo concreto de adaptação técnica à limitação de capacidade de rede: o controle de exportação compatibiliza geração, consumo local e limite de injeção.
- Sinal
- Grid Zero, export limitation, controladores de potência, EMS e BESS ganham relevância quando a rede não comporta toda a potência solicitada.
- Risco
- A solução não é universal. Cada caso depende de análise da distribuidora, arquitetura, proteção, controle, confiabilidade e parâmetros homologados.
- Oportunidade
- Vantagem competitiva para integradores com domínio de EMS, BESS, autoconsumo instantâneo e controle de exportação.
Prioridade: alta — engenharia de conexão
Radar do setor: capacidade de rede passa a definir a viabilidade de novos projetos
- Sinal
- A capacidade remanescente de conexão e escoamento tornou-se variável central para novos empreendimentos no setor elétrico, conforme notas técnicas conjuntas de EPE, ONS e ANEEL. O registro é de contexto: não transforma parâmetros de geração centralizada em regra de MMGD.
- Análise
- Para a geração distribuída, reforça que a conexão deve ser tratada como parte central da estratégia comercial e de engenharia, e não como etapa final do projeto.
Radar do setor
Agenda regulatória
- 20/08Evento ANEEL sobre Super El Niño e resiliência do setor.
- 21/08Fim das Declarações de Necessidade A-1, A-2 e A-3.
- 24/08Encerramento da CP ANEEL nº 19/2026.
- 31/08Encerramento da CP ANEEL nº 20/2026 — Fator X.
- 01/09Audiência pública sobre armazenamento.
- 12/09Encerramento da CP ANEEL nº 25/2026 — LRCAP.
- 14/09Encerramento das CPs ANEEL nº 22 e 23/2026 — armazenamento.
Síntese do dia
“A conexão solar está mudando de natureza. Para os sistemas existentes, o desafio é preservar direitos e manter conformidade em intervenções técnicas. Para novos projetos, o desafio é adaptar geração, consumo e exportação à capacidade efetivamente disponível na rede. A engenharia regulatória passa a valer tanto quanto a engenharia elétrica.”